segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O quebra nozes...

                              Imagem de photobucket
Já está terminando o mês de novembro... dezembro já bate à porta... e dezembro lembra Natal! Natal lembra confraternizações (e serão várias a partir desta semana!), amigos, família (principalmente sobrinhos!!!!) e... presentes!
E, de repente, lembro-me de certo presente... Que me perdoem todas as pessoas que já me deram presentes, mas existe um que foi especialmente significativo: um quebra-nozes!
Isso mesmo, um quebra nozes, desses comuns de cozinha, que, como o próprio nome diz, servem para quebrar a cascona dura das nozes...
Lembro até hoje a surpresa que tive quando cheguei em casa e me deparei com aquele pacotinho em minha porta... “Ué, não estou esperando encomenda nenhuma! O que será?” Olho o remetente no envelope: minha querida amiga Dani. Abro o pacotinho e começo a rir sozinha! Eu sabia exatamente a real função daquele presente! Como pode alguém nos enxergar tanto! A Dani me via como poucos, me via por dentro!
Ela foi a primeira pessoa a perceber que havia mais que uma simples melancolia em mim. Percebeu que, na verdade, eu não estava bem e que o que eu tinha era totalmente tratável: depressão! Acho que estava deprimida há muitos anos e, pior, convivendo em meio a médicos e mais médicos... ninguém percebeu... nem eu!
Foi a Dani que me incentivou a procurar tratamento, me apoiou (e até vigiou!) quando comecei a tomar medicação e, praticamente, me empurrou para a terapia (que, aliás, mantenho até hoje). Foi também quem ouviu sobre minhas primeiras sessões. E prestou tanta atenção, que me enviou o quebra nozes!  O presente mais simbólico de toda a minha vida!
Dani, tenha certeza de que você me ajudou muito a, devagarzinho, quebrar as casquinhas! Com certeza ainda existem muitas a serem quebradas, mas agora é muito mais fácil!
Valeu, minha amiga!
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Na verdade, Flamenco!


O Flamenco é uma manifestação cultural típica da cultura espanhola que envolve o cante (canto - o primeiro elemento do flamenco, considerado seu coração), o toque (instrumentos – guitarra flamenca, cájon, castanholas – ritmo) e o baile (palmas, sapateado e dança).
 Não se sabe ao certo, mas acredita-se que tenha surgido na região de Andaluzia, na Espanha, palco de encontro de povos ciganos, mouros, judeus e indo-paquistaneses por volta do século XV, porém os detalhes de sua história foram perdidos, muito provavelmente por tratar-se de uma manifestação de povos perseguidos pela inquisição católico-cristã e entre os quais predominava a tradição oral, isto é, a cultura, os ritos e costumes eram transmitidos de geração a geração.
Modificou-se ao longo do tempo, sofrendo influências da música moderna, mas preservou-se em sua essência. Neste ano, foi considerado pela UNESCO patrimônio imaterial da humanidade.
Mas eu não fazia a menor idéia de nada disso quando decidi, em uma fração de segundos, que queria aprender a dançar flamenco!
Estava ouvindo Gipsy Kings e após várias rumbas começou a tocar uma música diferente... forte, profunda, com uma entonação de voz intensa, sofrida e ao mesmo tempo enérgica, poderosa... não parecia gerada na garganta... parecia nascida da alma ou algo ainda maior... No mesmo instante me veio um desejo quase infantil de dançar com aquela mesma força... dançar por dentro - uma dança visceral, dançar com a alma...
E foi assim que fui parar nas aulas de flamenco!
Após algum tempo aprendendo e sentindo o que ele é na verdade, entendo o porquê daquele êxtase, daquele impulso. Era a urgência em me expressar para, de alguma forma, poder me encontrar.
Então, agora posso dizer que acho que aprendi, um pouquinho, o que é o flamenco.
Flamenco é a graça e a leveza das mãos flutuando no céu e repentinamente deixando-se tomar por movimentos inesperados e desconcertantes, por uma inquietação advinda do fundo da alma, de uma energia interior sem tamanho, das dores e das paixões. É a firmeza dos pés que se plantam no chão na busca pela autoconfiança, autodomínio, segurança e a certeza de se saber quem é e onde está. É a sensualidade das paixões e a dor das adversidades. É a valorização da divindade que existe dentro de cada um. É a beleza e o encanto de uma postura corajosa e confiante e ao mesmo tempo sensível e delicada diante da vida.
É o encontro mais que possível da profundidade e da leveza...

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Jazz ou Blues?

Minhas mãos não acompanham o ritmo acelerado dos meus pensamentos. Aliás, nada em meu corpo acompanha. Acho que é por isso que sou tão desastrada, tão atrapalhada!
Talvez seja por isso que gosto tanto das reticências... elas servem para tentar completar os meus pensamentos inacabados, para subentendê-los! Se não for possível compreender o que não foi escrito...
Hoje descobri algo novo sobre mim: sou muito menos jazz e muito mais blues! Não sei bem, ainda, o que isso significa... talvez reflita meu momento atual... estou mais inquieta do que poderia supor... Ando, de fato, muito ansiosa.
Também, pudera,  tantos acontecimentos em um espaço de tempo (existe “espaço de tempo”?) tão absurdamente curto... tantas decepções, quase contravenções! Acho até que tenho administrado bem, muito bem, todas essas questões. Ah! E os sentimentos que elas me causam!
É certo que tenho minha parcela de responsabilidade, assim como o é o fato de que, só para variar um pouquinho, eu guardei muitas coisas para mim... não falei, não me coloquei, não defendi meus interesses e meu ponto de vista... mas também não “polemizei”, não me envolvi em discussões inúteis e desnecessárias, não usei e abusei do meu incomensurável poder de ferir o outro!
Fui obrigada a “me virar” sozinha, a tomar uma série de decisões que deveriam envolver mais de uma parte. Mas cresci absurdamente, tive que aprender um monte de coisas novas, muitas das quais relacionadas às providências de vida prática; talvez eu não tivesse me interessado pelo assunto de outra forma...



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                   From: http://www.youtube.com/watch?v=4Ny5ajCn0xw

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Recomeçar...

Há muito tempo comecei um blog... mas morria de vergonha de escrever coisas minhas, de minha autoria... muito estranho para quem passou a adolescência escrevendo muito (e jogou tudo fora em um arroubo sabe-se lá de que!). Em algum momento, que eu mal percebi, isso se perdeu...
Então, o tal blog (que ainda existe!) abrigava somente textos, crônicas, poemas e frases de outros autores. Textos que, de alguma forma, diziam algo sobre mim... mas não era “eu”!
Agora vem um novo desafio: tentar (ao menos tentar!) voltar a escrever... Reescrever-me, reinventar... Talvez ainda muito subliminar...
Mas não vou me abster de recorrer aos grandes quando necessário.
Continuo perdida nas entrelinhas!